HISTÓRIA

Décadas de 1970-1980

Nos anos 70, quando a Magneti Marelli decidiu abrir operações em outros países, a empresa voltou seus olhos para o Brasil. A indústria automobilística estava instalada aqui desde o final dos anos 50. Esta década marcou a segunda leva de empresas do setor a desembarcarem aqui, como Fiat e Volvo.

Os primeiros passos da empresa no Brasil foram dados com os pés de outra fábrica italiana do Grupo, a Weber, marca de carburadores reconhecida internacionalmente. Em 1978, a empresa comprou uma participação na divisão de carburadores da DFV e iniciou as operações com o nome Wecarbras, pois a legislação vigente na época não permitia que empresas com capital 100% estrangeiro se instalassem no Brasil. Anos mais tarde, a legislação foi modificada e a empresa assumiu a marca Magneti Marelli, momento que marcou de forma decisiva a chegada do nome da companhia ao cenário automotivo nacional.

Portanto, a contagem de tempo da empresa no Brasil se dá de fato pela aquisição de parte da DFV pela Weber, que passou a produzir carburadores e, posteriormente, outros componentes já com a marca Magneti Marelli. Somente o produto - carburador - é que evoluiu.

Vanguarda tecnológica. No ano em que a empresa assumiu a marca Magneti Marelli, já mudou os produtos em linha dando início à fabricação da Centralina, do carburador eletrônico e da ignição eletrônica. Esse pioneirismo posicionou a companhia como uma das mais ativas em pesquisa e, portanto, sempre na vanguarda tecnológica de seu segmento, mudando para sempre os rumos da indústria automobilística. Dois anos depois, a filial brasileira começou a produzir o corpo de borboleta single point, a respectiva Centralina e, em 1993, criou uma joint venture com a norte-americana Walbro.

Década de 1990

Os anos 90 também viram surgir no Brasil a divisão Sistemas Eletrônicos, resultado da fusão entre a unidade que produzia painéis de instrumentos e a antiga ABC Autrônica, que fabricava componentes eletrônicos para veículos. Data dessa mesma época o nascimento da divisão Escapamentos, que mais tarde incorporou a operação da marca Kadron, como resultado da aquisição de parte da Cofap, trazendo também para o Grupo a maior e mais reconhecida fabricante de amortecedores do Brasil. Esse movimento ampliou a gama da Magneti Marelli abrindo novas oportunidades de negócios para a companhia.

A escalada de novidades prosseguiu ao longo da década. Em 1995 passaram a sair das linhas de produção o corpo de borboleta multi point e sua respectiva centralina. Um ano depois foi a vez do sistema integrado composto por coletor de admissão em alumínio, corpo de borboleta multi point, galeria de combustível em alumínio e bicos injetores PICO. Em 1997, a empresa dá início à produção do injetor de combustível PICO para gasolina e álcool.

Os anos 2000

No ano 2000 surge o sistema de injeção integrado com coletor de ar em plástico, galeria de combustível, injetores PICO, corpo de borboleta, centralina on board e o revolucionário drive by wire, que aposentou os cabos de acelerador e embreagem.

O divisor de águas. O ano de 2003 é emblemático porque marca uma das maiores ousadias da empresa: a criação do SFS, o popular Flex Fuel, celebrado em campanhas publicitárias como sua opção de escolha até no combustível.

Com isso, a empresa firma-se perante o mercado como um dos mais importantes nomes da pesquisa, desenvolvimento e fabricação de peças e sistemas automotivos do mundo. Além disso, este importante lançamento fez a empresa perceber que era possível desenvolver tecnologias ecologicamente corretas e que de fato fossem economicamente viáveis para o mercado, além de diminuir o impacto de suas operações sobre o meio ambiente, incorporando totalmente o conceito de sustentabilidade ao negócio e tornando o Brasil benchmark mundial no segmento de mobilidade sustentável.

Outro reflexo de suas ações é o crescimento de cerca de 30% nos últimos anos que elevaram rapidamente seu faturamento para a casa dos R$ 2 bilhões. Os negócios geradores desses resultados estão divididos ente fornecimento OEM, Aftermarket e Exportação.

No primeiro, a empresa destina 70% de seus produtos e detém a liderança nos segmentos de Amortecedores, Injeções Eletrônicas (a gasolina e flex), Suspensões e Camisas de Cilindro. Já no segundo, a Magneti Marelli disputa o mercado com 14% de sua produção. Outro importante setor em que a Magneti Marelli está estabelecida é o mercado de reposição: atualmente, 14% de sua produção é direcionada para a rede distribuidora. Já o mercado internacional fica com 16% dos produtos fabricados pela companhia no País.

Em seu empreendimento no Brasil, a Magneti Marelli também marca posição como agente de promoção social. Desde 2004, a companhia investe em programas educacionais para jovens de baixa renda das comunidades nas quais a empresa está inserida, como o Programa Formare, no qual investiu mais de R$ 2 milhões desde a sua implantação.

O conjunto de ações inovadoras implementadas pela empresa ao longo dos 30 anos de atuação no Brasil lembra o antigo e bom hábito da empresa de diversificar suas atividades. E que, em verdade, trata-se de uma característica sempre presente em todos os momentos da Magneti Marelli e que a faz sempre propor novas soluções: a habilidade de enxergar mais longe.

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